Cidades do Caminho

Informações enviadas pelo peregrino Tacio Caputo.

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Saint Jean Pied de Port, é uma belíssima localidade francesa, no sopé dos Pirineus Atlânticos onde confluem três das grandes rotas jacobeas dentro do território francês: a que partía de Paris, a que vem de Le Puy e a que procede de Vezelay.
Esta localidade de grande tradição peregrina conserva uma cidadela fortificada no alto de uma colina, tendo sido construída no ano de 1628, e possui uma cidade antiga situada aos seus pés que merece ser visitada. Conta hoje com não mais que 2.000 habitantes.

Tem como rua principal a rue D’Espagne onde está a maioria das casas comerciais. É também o ponto de partida para os peregrinos, que deixam a cidade passando pela Porta D’Espagne (um arco), e cruzando a ponte sobre o Rio Nive, e tomando uma estreita estradinha asfaltada identificada como “Chemim de Compostela” ou “Route de Napoleón”.

A Oficina dos Peregrinos fica na rua de La Citadelle nº 44. Lá o peregrino poderá carimbar a sua credencial e obter um pequeno mapa para não se perder na travessia dos pirineus, mas fundamentalmente para obter com maior precisão a previsão do tempo para fazer a travessia. O albergue de peregrinos fica no nº 39. Há opções de hospedagem para vários tipos de preços. Desde albergues até hotéis. Exceto os albergues, na França tudo funciona mediante reserva. Muitos peregrinos pernoitam em SJPP, mas hoje há a opção de pernoitar em uma casa rural em Huntto (5,2 km. já caminhando na direção de Roncesvalles) ou no albergue em Orisson (8 km depois de SJPP na direção também de Roncesvalles). Ambos também somente se pernoita mediante reserva prévia. Ambas alternativas tem sido a opção de muitos brasileiros para atenuar o primeiro dia de caminhada que é muito duro (caso saiam de SJPP).

Roncesvalles (em basco = Orreaga) fica na comunidade autônoma da Navarra dentro do país basco. Possuía no censo de 2007 apenas 24 habitantes. Sua importância histórica está diretamente associada ao massacre das tropas de Carlos Magno no ano de 778 em emboscada atribuída aos bascos nos bosques por onde atualmente o peregrino caminha.

Contudo está longe de ser um local abandonado e decadente. É um dos locais mais vivos e mais luminosos do Caminho. Aqui, de uma maneira única e mágica, ocorre um sincretismo histórico e mitológico em que se mesclam a imortal tradição jacobea da Espanha, com o inesquecível ciclo carolíngio da França. A presença de Carlos Magno dá força e prestígio ao culto de Santiago, enquanto a presença do apóstolo engrandece e santifica o imperador dos francos.

Um pouco antes, fica Valcarlos, o vale onde Carlos Magno acampou enquanto seus guerreiros combatiam em Roncesvalles. Na igreja de Valcarlos encontra-se a rocha partida ao meio por Roland com a sua espada Durandal, e na baixada do vale está o Bosque de las Lanzas, que nos traz a lenda das cinquenta mil donzelas que deram a vitória ao imperador dos francos.

No alto, em Ibañeta, de onde se avista a Espanha a Oeste, a França a Leste, e o "mar Britânico" ao norte, encontra-se a antiga Cruz de Carlos Magno. Diz a lenda que o imperador, à frente de seu exército, abrindo caminho pelas florestas dos Pireneus, aí chegando, ajoelhou-se em direção à Galícia e rezou a Deus e a Santiago. Os peregrinos, seguindo a tradição também se ajoelham, rezam ao apóstolo, e cravam uma cruz, onde já há com certeza muitas centenas delas. Embora a batalha de Roncesvalles tenha sido travada no ano 778, trinta e cinco anos antes da redescoberta do sepulcro de São Tiago, naquela época já era forte o culto ao santo que morreu na Galícia. A veracidade da história pode talvez ser posta em dúvida, porém o caráter sagrado destas rochas banhadas pelo sangue dos guerreiros, e o peso histórico do lugar, fazem com que ao longo dos séculos as lendas permaneçam vivas no coração do peregrino. Pois por este passo nas montanhas atravessaram os povos da Idade do Bronze, as migrações celtas, os legionários romanos, as tribos bascas, as hordas de vândalos, de suevos e visigodos, os guerreiros indo à luta da Reconquista, os reis exilados de Pamplona, a artilharia de Luís XIV, os refugiados da Guerra Civil, e os eternos peregrinos em busca de Santiago.

Em Roncesvalles tudo é História. Aqui morreram Roland, Oliveros, o rei Marsílio e quarenta mil guerreiros, mouros e cristãos. E aqui foi fundada em 1132 a Real Colegiata de Nuestra Señora de Roncesvalles. Em 1209 foi erigida a igreja, por iniciativa de Sancho, o Forte, que nela foi sepultado. O chamado Silo de Carlos Magno, com sua antiga cripta que serviu como ossário de peregrinos, remonta ao século XII. Assim, a velha cruz de pedra, do século XIV, parece "moderna" para os padrões de Roncesvalles.

Imperdível, independente da crença de cada cada um, a missa dos peregrinos as 20 horas na igreja da Collegiatta. Missa em latim com canto gregoriano, e benção aos peregrinos da mesma forma como era feita no século XII.

Após a missa jantar em uma das duas tabernas que existem nos dois hostais, com reserva previa, já que no albergue não há possibilidade de fazer comida. O albergue, um dos maiores em quantidade de leitos do Caminho - cerca de 130 camas e outros 20 colchonetes pelo chão - fecha suas portas religiosamente as 22 horas.

Burguete (em basco = Auritz) situa-se no "território mais perversamente selvagem dos Pirineus", de acordo com Ernest Hemingway. É o primeiro “povoado” para aquele peregrino que vem de Roncesvalles depois de caminhar uns 2,5 km rumo ao alto do Erro. O escritor passava suas férias aqui para descansar das festividades de San Fermin em Pamplona. A origem do Auritz / Burguete remonta ao século XII, quando começou como "aldeia" do hospital em Roncesvalles.  Caso o peregrino resolva ficar por aqui deve aproveitar as trutas típicas com presunto ou qualquer das delícias oferecidas pela cozinha de Navarra. Auritz/Burguete preserva velhas tradições com as fogueiras de São João, presentes em toda Navarra, tem nesta cidade uma grande raiz, como a feira de alimentos em setembro, originalmente do século XIV.

Zubiri é a primeira localidade após o peregrino atravessar as subidas e descidas do Alto do Erro. Encontra-se a 20 km. de Pamplona e dentro do seu município fica a indústria de Magnesita da Navarra a qual o peregrino tem que atravessar. Contava em 2008 com 423 habitantes.
O nome do povoado está associado a Ponte de la Rabia (ponte da raiva) sobre o rio Arga, uma vez que em basco Zubiri significa “povo da ponte”. Tal ponte é de estilo românico do século XII, e segundo a lenda, ao passar baixo seus arcos, os animais infectados por doenças ficavam milagrosamente curados.
Há também um fonte de nome “batueco” que segundo dizem tem propriedades curativas.
Durante a idade média teve nas suas terras um monastério beneditino que dependeu de Leyre por uma doação efetuada em 1040 pelo rei Garcia de Nájera.
Aqui o peregrino encontra boa acomodação nos albergues existentes, e algumas facilidades de alimentação.

É um típico povoado jacobeu que chegou a contar com três hospitais de peregrinos e devido a sua importância teve assento na corte real. A disposição dos casarios é uma característica das aldeias por onde atravessa o Caminho de Santiago. Possui várias casas blasonadas que confirmam sua origem medieval. Tem como monumento marcante uma ponte gótica – ponte dos bandidos –, ainda sobre o rio Arga, local em que salteadores no passado aproveitavam para assaltar peregrinos incautos e desprotegidos.

O albergue fica dentro do próprio “ayuntamento” (prefeitura) e é um dos menores e mal aparelhados do Caminho. Tinha um simpático hospitaleiro no passado – Sr. Santiago Zubiri que foi também o alcaide do povoado, que atendia muito bem os brasileiros. Tem também na localidade o Café e Bar Larrasoaña de propriedade de Alfonso Sangalo, um típico navarrês (basco) figura controversa e lendária do Caminho, onde pode-se fazer uma boa refeição.

Após atravessar o valle de Esteribar e atravessar a ponte medieval de seis arcos sobre o rio Ulzama está  Trinidad de Arre e Villava onde há um albergue administrado pelos padres maristas e uma ermita românica do século XI. É quase uma extensão de Pamplona, primeira grande cidade do Caminho. Quem já ficou neste albergue garante que é um dos melhores do Caminho. Não há bares nem restaurantes.

Neste local já havia um antiqüíssimo povoado quando os romanos aí construíram uma aldeia fortificada no ano 75 de nossa era. A cidade foi fundada durante uma campanha militar, por Pompeu, o rival de Júlio César, e denominada Pompeiópolis ou Pompaelo. Foi quase abandonada após as invasões mouras, e foi invadida pelas tropas de Carlos Magno em 778. No início da Idade Média, a povoação havia se dividido em três burgos, cercados por muralhas independentes: Navarreria, habitado pela população local, San Cernín e San Nicolás, ambos habitados por francos e outros imigrantes. Em 1423 o rei Carlos III, o Nobre, rei de Navarra, demoliu seus muros e unificou os três no interior de uma só grande muralha. Em 1512 Pamplona foi invadida e incorporada ao reino de Castela pelo rei Fernando II, o Católico.
A cidade foi cristianizada por San Cernín ou São Saturnino de Tolosa. Sua catedral, românica, do século XII, foi reconstruída no século XV no estilo gótico e domina o centro histórico da cidade. Pamplona foi transformada em capital do reino de Navarra no início do século XI pelo rei Sancho III, e é hoje a capital da província de Navarra, na região basca da Espanha. A cidade é denominada Iruña no idioma basco.
Embora a cidade tenha sofrido grande influência do Caminho de Santiago, sua festividade mais importante e famosa nada tem a ver com o apóstolo. É a festa de San Fermín (o primeiro bispo de Pamplona), em que touros bravos são soltos nas ruas, e a população corre na frente dos animais tentando com grande habilidade escapar de seus perigosos chifres. As comemorações duram uma semana, de 6 a 14 de Julho, e são uma concorrida atração turística. Cidade favorita do escritor Ernst Hemingway que se hospedava no Hotel La Perla (na esquina da Praça del Castillo) e bebia seu café sob as marquisa do Café Iruña na mesma praça onde também parecisava um dos pratos típicos do país basco (gaspacho).

Esta cidade, chamada de Gares pelos bascos, é cercada de um significado simbólico e profundo para o peregrino, pois é onde "todos os caminhos a Santiago tornam-se um só", (na prática não é uma verdade já que há outros Caminhos que sequer cruzam ou confluem no Caminho Frances) onde finalmente se fundem o Caminho Navarrês e o Caminho Francês. A partir daqui a rota é uma só até Santiago.
Puente La Reina, antigamente denominada Ponte Regina, foi o primeiro centro urbano a crescer sobre o eixo da peregrinação. A majestosa ponte, com seus seis arcos de pedra cruzando o rio Arga, foi construída por ordem de Doña Mayor, esposa do rei Sancho, el Mayor, no século XI. A ponte foi construída especialmente para que os peregrinos a caminho de Compostela atravessassem com segurança o largo rio.
O afluxo de viajantes era tão grande que foram estabelecidas normas limitando sua estadia na cidade. Do século XII ao século XV a cidade foi governada pela ordem dos Templários, que receberam do rei Garcia VI também o dever de acolher gratuitamente os peregrinos que viajassem "guiados pelo Amor a Deus".
Ainda hoje o peregrino pode ouvir ao cair da noite as tradicionais quarenta badaladas, lembrança do velho costume medieval de avisar aos viajantes que as portas da cidade seriam fechadas ao escurecer.
Pouco antes de Puente la Reina passa-se pela vila de Obanos, onde até hoje celebra-se a memória de uma antiga lenda. A princesa Felícia da Aquitânia, após fazer a peregrinação a Compostela, no retorno da viagem, decide aqui retirar-se do mundo. Seu irmão, o príncipe Guilherme, tentou em vão fazê-la mudar de idéia. Não o conseguindo, em um acesso de cólera, descontrolou-se e a matou. Para conseguir o perdão por seu crime, ele próprio decide peregrinar a Compostela. E, no retorno, mudou de vida e tornou-se um santo. A lenda de São Guilherme e Santa Felícia é uma das mais célebres do Caminho.

Situada às margens do rio Ega, Estela foi fundada em 1090 por Sancho Ramírez, para favorecer o assentamento dos franceses que faziam a peregrinação. No século XIX foi a sede do movimento carlista na Espanha. É hoje a sede da sociedade "Los Amigos del Camino de Santiago", uma das mais importantes e ativas das instituições ligadas ao Caminho.

Em 1270, um humilde peregrino grego faleceu em Estella, em conseqüência dos males advindos da extenuante caminhada. Foi sepultado, como era costume, no claustro da igreja de San Pedro de la Rúa (construída no século XII), onde havia na época um cemitério para peregrinos. No entanto, misteriosos clarões atraíram a atenção das pessoas sobre seu túmulo. Ao se reabrir o sepulcro, descobriu-se que o anônimo andarilho era o bispo de Patras, que levava uma sagrada relíquia do apóstolo André, como doação a Santiago. Desde então, Santo André é o patrono de Estela, e a oferenda do bispo está até hoje guardada em um grande relicário de prata, nesta mesma igreja. No primeiro domingo de Agosto, são animadamente celebradas as festividades em honra a Santo André, consideradas de importante interesse turístico.

Pouco depois de Estela, o peregrino atravessa a aldeia de Ayegui, e chega ao Monasterio de Irache, de Nuestra Señora la Real, nas encostas do Montejurra, um dos mais antigos mosteiros da Navarra. Sua origem remonta provavelmente à época visigótica, sendo um pouco mais recentes seu Hospital de peregrinos, do século XI, e sua igreja, do século XII.

Próximo ao mosteiro, estão suas "bodegas", que reservam ao peregrino uma das mais fantásticas surpresas desta viagem tão cheia de surpresas: a fonte de vinho. Sim, uma autêntica e real fonte, com duas bicas, uma das quais jorra uma boa água, enquanto a outra jorra um bom vinho navarrês, vindo direto da vinícola de Irache.

Pouco tempo após sair de Los Arcos, o peregrino já pode avistar Viana. Não por estar próxima, como pode parecer, porém por situar-se sobre uma alta colina que domina toda a região. Na verdade o peregrino deve enfrentar uma longa caminhada de algumas horas, por locais totalmente desertos e sem recursos. E, ao chegar a Viana, ficará na dúvida se compensa a penosa subida até a cidade, ou se é melhor continuar caminhando diretamente até sair da Navarra e chegar à cidade de Logroño, já na província de La Rioja. Na verdade Viana tem pouco a oferecer. Há restaurantes com boa comida, mas o albergue é (ou era) muito precário (é o único do Caminho que tem triliches) e o único ponto de interesse é a majestosa catedral gótica de Santa Maria, do século XIII.

Viana foi fundada em 1219 por Sancho, o Forte, rei de Navarra, como baluarte na fronteira com o reino de Castela. Tornou-se tão importante que, no século XV, os herdeiros do trono de Navarra recebiam o título de Príncipe de Viana.

A quem aprecia marcos históricos, é interessante saber que nesta igreja está sepultado César Bórgia, uma das figuras políticas mais importantes e influentes da Renascença italiana. César nasceu em 1475, sendo irmão de Lucrécia Bórgia (a envenenadora), e filho do cardeal Rodrigo Bórgia, que mais tarde, em 1492, tornou-se o papa Alexandre VI. Sendo um militar competente, César ajudou seu pai a recuperar o enfraquecido poder dos Estados Papais na Itália e enfrentou as invasões francesas em território italiano em fins do século XV. Sua ligação com a Espanha provém do fato de ter se casado com Charlotte d’Albret, irmã do rei de Navarra. Quando seu pai, o papa, morreu em 1502, César foi preso e levado à Espanha, onde passou a servir no exército real. Morreu em batalha nos arredores de Viana, em 1507, combatendo os rebeldes que lutavam contra seu cunhado, o rei de Navarra.

César Bórgia foi o modelo que inspirou Maquiavel a escrever "O Príncipe", e assim foi a origem da palavra "maquiavélico". Talvez por isso, seu túmulo hoje vazio (pois o corpo desapareceu) pareça tão perdido e deslocado em meio de um Caminho onde reina a paz e não as intrigas políticas.

Uma das mais populosas cidades do Caminho, às margens do rio Ebro, pouco oferece de interesse ao peregrino. Aqui eram impressas as Indulgências que eram fornecidas aos caminhantes que chegavam a Compostela.
Entra-se em Logroño pela antiga ponte de pedra construída no século XI, por ordem de Alfonso VI, rei de León e Castela, e posteriormente mantida e reformada por Santo Domingo (de la Calzada) e San Juan (de Ortega).
Pouco antes da ponte, o peregrino era invariavelmente surpreendido Dona Felisa que ali residia e permanecia de prontidão durante todo o dia esperando os peregirnos para selar a credencial oferecndo figos. Atualmente, creio que quem faaça isso seja sua filha, já que faleceu.  Era oferecido então um enorme livro de atas para que o peregrino ali registre suas impressões, comentários e emoções. Dentro de casa já há uma verdadeira "enciclopédia", com numerosos livros onde estão carinhosamente arquivados os registros de muitos anos de peregrinações.
Nos arredores de Logroño, a apenas dezessete quilômetros da cidade, no sopé de uma colina sobre a qual ainda se avistam as ruínas de um antigo castelo, situa-se a pequena aldeia de Clavijo. Embora, situada fora da rota de peregrinação, foi ali que ocorreu um dos fatos mais importantes da história do Caminho. No ano 844, o rei Ramiro I, de León, derrotou o califa mouro Abd ar-Rahman II, na famosa batalha de Clavijo.
Diz a lenda que esta vitória só foi possível porque São Tiago, em pessoa, ajudou as tropas cristãs, montado em um cavalo branco. Desde então nasceu o mito de Santiago Matamoros ("mata mouros") que rapidamente espalhou-se pela Europa. Todo dia 23 de Maio, aniversário da batalha, realiza-se em Clavijo uma pitoresca e folclórica romaria presidida pelas imagens de São Tiago e da virgem de Ten Tu Día. No domingo seguinte a esta festa, celebra-se a missa ao lado do castelo, acompanhada por uma representação alegórica da lenda das cem donzelas, com dançarinas vindas da vizinha aldeia de Albelda.
Na igreja de Logrono há uma bela imagem de Santiago Matamoros na parte externa da igreja acima da porta. Mas para quem acha que Logroño nada tem a oferecer ao peregrino deve visitar a Calle de Laurel ( para quem gosta de uns tragos -vinhos e pinchos) também conhecida como a senda dos elefantes onde há uma infinidade de bares (Lorenzo, Tondeluna, La Espiga, Mikain, Ziko's, Donosti, Soriano só para citar alguns). Afinal nem só de pão vive o homem!